BIÔMETRO DE BOVIS

Experiências feitas com o Biômetro de Bovis - Abril de 1935

Por A. Bovis
Presidente da Sociedade de Radiestesia da Côte d´Azur
“É uma verdade atualmente admitida por todos os cientistas, que todos os corpos existentes na natureza, emitem radiações. Estas radiações invisíveis são percebidas por todos os radiestesistas por meio de instrumentos ultrassensíveis, a vareta e o pêndulo.
Mas qual é a natureza destas radiações, como medi-las?
É para responder a estas duas questões que imaginamos o Biômetro, baseado, sob o ponto de vista da construção, - pois sua concepção sai um pouco dos dados científicos conhecidos, - baseado, dizemos, na Lei abaixo. Solicitamos aos leitores de lê-la com atenção, e compreendê-la:
“Lei de Bovis. Todo o corpo (desenho ou contorno de corpo), de forma alongada, qualquer que seja sua natureza, animal, vegetal ou mineral tem a propriedade de captar as ondas telúricas, quando é colocado na direção Norte-Sul. Se dermos a este corpo uma forma geométrica qualquer, ele tornar-se-á emissor e captador de ondas, qualquer que seja sua posição”.
Para auxiliar na compreensão desta lei, todos os radiestesistas deveria fazer a experiência seguinte:
Traçar uma reta com lápis ou caneta, não importa, sobre papel branco, um pêndulo colocado não importa em que ponta da reta dará em toda a extensão uma batida positiva. Oriente agora o traço na direção Norte-Sul, encontraremos:

1 – Uma batida positiva ao Norte;
2 – Uma batida negativa ao Sul;
3 – Uma batida mista no centro.
Este simples traço tornou-se captador e emissor de ondas.
Se em vez de traçar uma reta, desenharmos um triângulo, um quadrado, um losango etc. e pesquisando com o pêndulo, as radiações sobre os lados e sobre os ângulos, veremos que as batidas se reproduzem sempre idênticas, qualquer que seja a orientação.
Uma anotação importante se impõe. Encontramos sobre os traços, mesmo desenhados sobre metal, ou sobre um corpo em metal, batidas indicando as correntes magnéticas de naturezas opostas, bem distintas. As correntes magnéticas não se curto circuitam.
Uma outra pequena experiência nos levará a um segundo reparo: se tocarmos com um dedo da mão esquerda, seja a extremidade da reta orientada, seja um ângulo dos desenhos geométricos, veremos os movimentos do pêndulo mudar de sentido, nos demonstrando claramente que mudamos os polos do magnetismo emitido pelo desenho.
Nosso Biômetro é baseado nestas observações.
1. É composto de um losango de uma forma e tamanho estudados de maneira que emita ondas iguais ao campo magnético de um imã em ferradura: o positivo, o negativo e o misto.
2. De uma régua metálica com 20cm de comprimento, esta dimensão foi igualmente determinada pela mudança ocorrida nos polos de um imã em ferradura cujas extremidades foram unidas por um ferro macio, quando se apresenta a esta distância, seja a cor vermelha, seja a dourada.
(Usamos a cor vermelha porque ela tem o comprimento de onda de 6.500 angstroms, e que é o comprimento de onda mais longa das cores do espectro visível para o homem).
Para facilitar os cálculos, colocamos 100° no ponto dos 20cm, o que faz que cada grau de nosso Biômetro tenha dois milímetros, e cada centímetro seja igual a 5°.
Tendo estabelecido nosso instrumento segundo estes dados, reparamos que se apresentarmos o lado positivo de uma ferradura, a mudança dos polos sobre o losango se fará a partir de 20cm, ou seja a 100°, que a alteração quando se apresenta o lado negativo se fará somente a partir dos 10cm, seja 50° e que a mudança dos polos quando for apontado o topo do imã se fará a 175mm, seja 75°
Ainda, cada polo do imã agirá diferentemente sobre as extremidades do losango, o lado positivo imobilizará o pêndulo sobre as duas extremidades. Positivos e negativos – O lado negativo tornará estas duas extremidades negativas, o topo do imã fará rodar o pêndulo nas duas extremidades do losango.
O que faz que possamos medir o comprimento das ondas de todos os corpos comparando com as ondas de cor do espectro, e identificar sua qualidade comparando com o imã”.

Escondido por detrás de uma inicial
Até a pouco e ainda para alguns hoje, o primeiro nome de Bovis era desconhecido. Eis que tombamos sobre o anúncio de uma empresa francesa de reformas pelo viés da geobiologia, um de seus prestadores de serviços é apresentado como Jacques Bovis, neto de André Bovis. Por certo o neto sabia o nome do avô famoso. Demorou...

Angstrom – que é isso?
O famoso e indispensável Biômetro em alguma de suas versões atuais é escalonado em Angstrom. Perfeito, na época de sua criação lá por 1928 era necessário escolher um padrão de medida reconhecido e válido. Foi escolhido acertadamente a medida de comprimento de onda o Angstrom.
(Você sabe que a medida ou número dos calçados é o número de grãos de centeio enfileirados. Padrão bizarro próprio da antiguidade).
Nos anos 1940 um outro engenheiro francês, André Simoneton, conhecido por sua obra Radiations des Aliments – Ondes Humaines et Santé, redesenhou o Biômetro original com uma nova dimensão em acordo com o comprimento de onda e com um grafismo novo.
E assim foi usado por 50 anos. Com os erros e acertos que lhe são próprios. Vamos explicar sua problemática e qual a solucionática encontrada. A esse respeito seria interessante consultar Lugares Altamente Energeticos de Guido S. Bassler, e L`Architecture Cosmique de Georges Prat onde lidam com valores acima de 130.000 Angstrom! Bom consultar também Géometries Sacrées de Stéphane Cardinaux, que discorre sobre os valores biométricos e apresenta uma outra alternativa.

Temos dois objetos uma banana madura e um vidro de homeopatia, qual tem a frequência mais elevada? A homeopatia claro. Deveria portanto dar menos Angstrom no biômetro, porque frequência mais elevada, mas dá mais. Dai-me uma luz!

Por que, estamos medindo frequência como se fosse comprimento de onda.
Maior frequência = onda mais curta, menos Angstrom.
Menor frequência= onda mais longa, mais Angstrom.
O que encontramos no Biômetro ao medir? Exatamente o contrário. A solução foi deixar o grafismo como tal, e transformar o valor obtido num padrão abstrato = Unidades Bovis ou Unidades Radiestésicas. Como uma desgraça só é coisa pouca, temos ainda um outro problema com o biômetro: as energias com que lidamos são por natureza logarítmicas e a escala do biômetro e nossa compreensão são LINEARES! – Como fazer? – Pendulando muito, trabalhando até dar câimbra no braço, até obtermos resultados positivos, obrigar o corpo/mente a fazer a conversão automática.

Rsrsrs, o que dizer daquela seta gorda na altura dos 6.500? Ao começarmos com radiestesia fazemos exercícios com o pêndulo acompanhando figuras com o balançar do pêndulo. A seta gorda marca no gráfico um local de atração. Temos no velho Biômetro medidas falseadas por causa de uma seta gorda.

A solução? Fica para um próximo post. Já me alonguei...