GEOBIOLOGIA E BIOARQUITETURA - 03

A geobiologia é uma ciência, ela estuda fenômenos bem reais, mensuráveis e quantificáveis, utilizando métodos tradicionais até à pouco tempo considerados empíricos, como a radiestesia com suas varetas e pêndulos e métodos modernos tecnológicos como contadores geiger, magnetômetros, etc. Por causa de seu passado recente, empírico, a geobiologia é vista como uma ciência paralela. Esta “novidade” para algumas pessoas está ainda relacionada com algumas habilidades e costumes tradicionais, tais a pesquisa de água pelo poceiro usando uma rústica forquilha de madeira, o pastor escolhendo o local para pernoite sentindo o terreno com a mão, ou pior ainda algum grupo druídico em seus rituais integração com a natureza, vestidos a rigor com suas camisolas brancas e flores no cabelo.
A geobiologia é uma ciência que estuda o impacto do ambiente e das construções na saúde dos habitantes e a aplicação deste conhecimento na edificação de espaços saudáveis.
A geobiologia não é uma forma de crença.
A geobiologia detecta e analisa, nos terrenos e habitações já erigidas, as emissões radioativas e eletromagnéticas e outras, que possam ter uma influência negativa sobre a saúde dos ocupantes ou que possam afetar a construção.
Estas emissões podem ter origem em: correntes de água subterrânea, falhas geológicas, diferentes malhas magnéticas, formas das edificações e de poluição do mundo moderno.
A circulação de água subterrânea é a causa mais comum de perturbações, e a mais conhecida. A circulação de água induz uma corrente elétrica da ordem de alguns milivolts entre ela e a superfície. Esta corrente modifica a radiação eletromagnética sob a qual ela se encontra, dando origem à sensação de frio que se sente nesses locais. Também a fricção da água nas margens produz raios gama, um tipo de radioatividade natural.
As falhas geologias são o produto do deslizamento dos terrenos ou acomodação da crosta terrestre. O espaço vazio ressonante emite na vertical variações no campo elétrico e emissões do espetro das ondas de forma. Durante o período de chuvas algumas vezes servem também de canal de escoamento de águas. Na vertical de abruptas mudanças na constituição do terreno encontram-se também os mesmos fenômenos energéticos.
As “falhas” a que nos referimos em radiestesia e geobiologia são pequenos acidentes de sub-superfície ou fenômenos detectáveis até trezentos metros de profundidade, não tendo portanto relação com as grandes falhas tectônicas essas a profundidades de cinco mil metros ou mais.
A partir dos anos 1930, múltiplos pesquisadores apresentaram ao público variadas malhas geomagnéticas, as duas mais conhecidas e de fácil detecção; a malha de Hartmann e a malha Curry, seus cruzamentos quando estimulados por acidentes telúricos e outros, podem tornar-se o foco de emissão de energia de muito baixo potencial.
É interessante neste ponto fazer referência a uma instituição alemã fundada no início dos anos 1970 por um grupo composto por Hubert Palm, médico, Karl-Ernest Lotz, engenheiro, Anton Schneider e Alfred Hornig, especialista na relação entre a biologia e a eletricidade – 0 Instituto Internacional para Baubiologia e Ecologia. O prefixo bau em alemão significa arquitetura – a baubiologia é a arquitetura biológica, a qual enuncia 25 princípios:
1. A geobiologia é um meio de conhecer o local de construção.
2. As habitações devem ser distantes das zonas industriais e das estradas importantes.
3. Os alojamentos devem ser distintos uns dos outros e situados no meio de espaços verdes.
4. A habitação é um espaço personalizado respondendo às particularidades de seus habitantes.
5. Os materiais de construção do edifício devem ser de origem natural.
6. Os materiais utilizados permitirão a “respiração” da casa.
7. Os materiais utilizados permitirão um equilíbrio da umidade.
8. Os materiais utilizados permitirão uma filtragem e neutralização dos poluentes.
9. Um equilíbrio deverá ser obtido entre a produção de calor e o isolamento térmico.
10. Um equilíbrio deverá ser encontrado entre a temperatura das diferentes e a do ar.
11. O aquecimento deverá ser irradiante e sua origem a energia solar.
12. A concepção do edifício prevenirá contra a umidade e promoverá sua secagem.
13. O edifício não produzirá odores particulares e, as fumaças serão expelidas.
14. A luz, a iluminação e as cores serão principalmente de origem natural.
15. A concepção do edifício evitará a propagação de ruídos e infrassons através dos materiais.
16. Os materiais terão baixos índices de emissão radioativa.
17. O campo elétrico natural não será modificado, a ionização será preservada.
18. O campo magnético natural não será modificado.
19. Os campos eletromagnéticos induzidos pelo edifício serão minimizados.
20. As alterações das radiações cósmicas e terrestres serão evitadas.
21. Os espaços e objetos serão concebidos ergonometricamente.
22. A concepção do edifício se baseará em proporções harmoniosas.
23. A construção e os materiais utilizados não implicarão no uso de uma tecnologia de grande consumo energético.
24. A construção e os materiais utilizados não alterarão as fontes não renováveis.
25. O processo de produção, de construção e de utilização do edifício não produzirá efeitos secundários prejudiciais para a vida da comunidade e dos indivíduos.